domingo, 1 de dezembro de 2013

Flávio Gikovate

Flávio Gikovate

A sensação de aconchego é remédio para aquela incompletude que nos acompanha desde o nascimento: nosso primeiro objeto de amor é nossa mãe.

Em papeis antagônicos, o bebê e sua mãe sentem a mesma emoção: o amor entre ambos é recíproco, apesar de que um cuida e o outro é cuidado.

É interessante refletir sobre essa relação, pois a mãe, ao acolher e amamentar seu filho, também experimenta intensa sensação de aconchego!

O usual é que nas relações íntimas entre adultos haja a repetição dessa dualidade: um parceiro é o que cuida mais enquanto o outro é cuidado.

A regra é que o que cuida mais tenha certeza de seus sentimentos. O que é cuidado, pelas vantagens que obtém, tende a duvidar de quanto ama.

Não é exagero pensar que os que, no elo amoroso, preferem ser cuidados ao invés de cuidar, são mais imaturos emocionalmente e mais egoístas.

Nas relações entre adultos mais maduros, os papeis se alternam: o homem é por vezes o pai ou então o filho; e a mulher é a mãe ou a filha!

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