domingo, 22 de dezembro de 2013

Darcy Ribeiro - Fundação Darcy Ribeiro
Eu tenho certeza que nós fizemos um país bonito, temos é que enforcar os canalhas. Os finos e educados, temos que enforcar. Mas, olha, o que eu digo, sempre, é muito fácil fazer uma Austrália: pega meia dúzia de franceses, ingleses, irlandeses e italianos, joga numa ilha deserta, eles matam os índios e fazem uma Inglaterra de segunda, porra, de terceira, aquela merda.
O Brasil precisa aprender que aquilo é uma merda, que o Canadá é uma merda, porque repete a Europa. É para ver que nós temos a aventura de fazer o gênero humano novo, a mestiçagem na carne e no espírito. Mestiço é que é bom.
Minha carne na Europa nunca foi tomada por portuguesa, ou por espanhola, ou por grega. Perguntaram se eu era persa, porque tinha muito mais cara de árabe, que parece muito mais com cara de índio.
Essas carnes velhas nossas não são caras viáveis na Europa. Então, nós fizemos um povo. Um povo capaz de herdar 10 mil anos de sabedoria indígena, de adaptação ao trópico e fazer uma civilização tropical. Depois é que o europeu chega aqui, plantando trigo. Esse povo está aí e eu digo que somos a nova Roma. Em Roma, querem que vá falar disso, querem que eu escreva mais artigos. E por que nova Roma? Somos a maior massa latina. Os franceses ficaram tocando punheta, os italianos bebendo chianti, os romenos com medo dos russos, quem saiu fodendo por aí foi espanhol e português e fizemos uma massa de gente que é de 500 milhões.
Então, os latinos só se multiplicaram aqui. Há dois mil e quinhentos anos saíram soldados do laço da Etrúria, falando latim, fizeram a França, fizeram Portugal, não sabem como. Pegaram os selvagens de lá, latinizaram e permaneceram. Como é que permaneceram em plena Península Ibérica, com 900 anos de domínio árabe e não se arabizaram? Como é que aguentaram todas as invasões e se mantiveram?
Nós somos melhores, porque lavados em sangue negro, em sangue índio, melhorado, tropical. Então, no futuro, você vai ver daqui a 100 anos, numa reunião, qualquer uma da humanidade, aquele bloco enorme de chineses, vão sobrar chineses, mais da metade dos homens serão chineses. Um absurdo! Vai haver quantidade de árabes, mil milhões de árabes. Importantíssimo, serão uma nova civilização, mil milhões de árabes fiéis à arabidade. Haverá 500 milhões de neobritânicos, haverá muitos outros. E haverá mil milhões de latino-americanos, que somos nós, os latinos. Só nós estamos com a cara lá, nós somos Roma.
Na reunião da humanidade, o que é importante não é a França, a Europa. Aquilo que dizia Sartre. A Europa, aquela peninsulazinha da Ásia, dobrada sobre a África, vai ficar reduzida ao seu tamanho. Vai ficar no mundo, no futuro, a América Latina, e na América Latina o Brasil, o Brasil com 300 milhões de habitantes.
Não é uma beleza? Mas querem acabar com a foda aqui, querem nos liquidar. O que eu quero é que esse povo cresça e esse povo vai realizar sua potencialidade. Não é possível que durante tantos séculos uma classe dominante infiel nos queira explorar como um proletariado externo. Isso não vai continuar, não. Eu escrevi um livro, “O Povo Brasileiro”, que vai ajudar aos brasileiros a se assumirem com orgulho como a nova Roma e entenderem que nós somos muito mais difíceis de fazer do que a merdinha da Austrália. Que nós estamos nos fazendo, que nós vamos amadurecer e é preciso vencer um dia a canalha. Eu quase venci em 1964. É claro que eu não podia vencer, com Lyndon Johnson mandando os navios dele para cá, com o jango não querendo brigar. Mas quase vencemos.
Somos uma Roma tardia. O seu gene tem gene Tupinambá, os que foram mortos. É a herança dos trópicos, vai melhorar. No dia em que a economia não seja para exportar, mas seja, como a norte-americana, para consumir.
*Capítulo de longa entrevista concedida por Darcy Ribeiro (1922-1997) a Antonio Callado, Antonio Houaiss, Eric Nepomuceno, Oscar Niemeyer, Ferreira Gullar, Zelito Viana e Zuenir Ventura, mediados pelo editor Renato Guimarães. Do livro “Mestiço É Que É Bom” (editora Revan, 1997)
Publicado em 18 de setembro de 2012

De Socialista Morena

domingo, 1 de dezembro de 2013

O CRIME DE GARANHUNS/ ANALISE PSICOLÓGICA DO CASO



Nos últimos dias um crime hediondo impactou toda a sociedade, em especial a cidade de Garanhuns- PE. Um trio foi acusado de três homicídios e práticas de canibalismo. O trio é formado pelo faixa preta de karatê Jorge Beltrão e sua mulher Isabel Cristina, e sua amante Bruna Cristina Oliveira, todos seguidores de uma seita chamada “Cartel”, anticapitalista e contra o crescimento populacional, eles comiam pedaços das carnes dos corpos das vitimas como forma de purificação da alma. (UOL NOTICIAS-2012).

Baseado nos estudos de peritos e criminologistas podemos afirmar que o crime foi motivado por desejos sexuais, baseado nos desenhos encontrado em sua residência. Isso também prova que o crime foi organizado, indo de encontro com o discurso do criminoso quando diz que sofre de um transtorno mental “esquizofrenia”. sendo que o psicótico não premedita e não organiza cenas de crime, Baseado na motivação e organização do crime e os rituais que foram realizados, podemos chamar esse criminoso de serial Killers ( uma assassino em série).

Serial Killer: Um assassino em série (também conhecido pelo nome em inglês, serial killer) é um tipo de criminoso de perfil psicopatológico que comete crimes com certa frequência, geralmente seguindo um modus operandi e às vezes deixando sua "assinatura” (Wikipédia 2012).

Baseado no processo de escolhas das vitimas e a forma que os criminosos utilizaram, podemos identificar as motivações. É importante analisar que as vitimas eram todas mulheres. Os crimes sexuais estão relacionados a uma compulsão ou pulsão. Segundo a psicanalise a Compulsão é a repetição: um retorno às origens da metapsicologia freudiana. Patologia presente nos criminosos em série, e esta relacionado com um transtorno de Personalidade antissocial ou desenvolvimento de um transtorno de causa desconhecida.

ILANA CASOY SOBRE CRIME EM SERIE

" Não dá para entender a cabeça observando o comportamento criminoso. Não dá! Dizer que o cara que mata três ou mais pessoas é doente mental é uma questão psiquiátrica e até jurídica. É por isso que não dá para dizer que todo serial killer é psicopata".

Freud sobre compulsão

É possível precisar dois momentos específicos na teorização freudiana: sobre a repetição. São eles: “Recordar, repetir e elaborar” (1914) e Além do princípio deprazer (1920). Contudo, Freud faz menção a este tema em diversas ocasiões ao longo de sua construção teórica, seja antes de 1914 ou posteriormente a 1920

Os Desenhos feito pelo assassino demonstra a presença da pulsão de morte, sintomas de parafilias que nos reforça a motivação para o crime, e a principal característica a misoginia. 

Flávio Gikovate

Flávio Gikovate

A sensação de aconchego é remédio para aquela incompletude que nos acompanha desde o nascimento: nosso primeiro objeto de amor é nossa mãe.

Em papeis antagônicos, o bebê e sua mãe sentem a mesma emoção: o amor entre ambos é recíproco, apesar de que um cuida e o outro é cuidado.

É interessante refletir sobre essa relação, pois a mãe, ao acolher e amamentar seu filho, também experimenta intensa sensação de aconchego!

O usual é que nas relações íntimas entre adultos haja a repetição dessa dualidade: um parceiro é o que cuida mais enquanto o outro é cuidado.

A regra é que o que cuida mais tenha certeza de seus sentimentos. O que é cuidado, pelas vantagens que obtém, tende a duvidar de quanto ama.

Não é exagero pensar que os que, no elo amoroso, preferem ser cuidados ao invés de cuidar, são mais imaturos emocionalmente e mais egoístas.

Nas relações entre adultos mais maduros, os papeis se alternam: o homem é por vezes o pai ou então o filho; e a mulher é a mãe ou a filha!

NO MÍNIMO EMBLEMÁTICO

Por Andréa Silva

    Os movimentos religiosos que estão se firmando na cidade de Gurjão-PB tem demonstrado que há uma emergente necessidade de espiritualização do povo. Diante disso, pessoas muito religiosas, mas que tem mais compromisso com a Consciência Cristã do que com a religião estão contribuindo, de forma espontânea, para criar um clima de harmonia entre as diversas denominações religiosas que aqui se implantaram.
   Quando católicos de berço visitam o Núcleo Espírita e saem de lá informados sobre o propósito da Doutrina e com isso podem comprovar que não há nenhuma associação desta com ações demoníacas, verifica-se cristandade nesse ato. Ser cristão é acima de tudo ser piedoso, ser paciente, ser benevolente com o próximo. O ex-pastor da igreja Presbiteriana e fundador da igreja Caminho da Graça Caio Fábio de Araújo Filho (pesquise vídeo sobre Chico Xavier em: https://www.facebook.com/caiofabio.vvtv?fref=ts) disse que acredita na salvação de Chico Chavier, mesmo sabendo que ele estava enganado quanto à questão da reencarnação. Deus, na sua infinita misericórdia e como um pai bondoso, o chamaria para junto de Si e Diria a Chico que a hora do engano havia acabado. E por que Deus tomaria tal atitude? Porque conhece todas as coisas e por ter visto que o espírita enganado na sua crença (caso o espiritismo seja um engodo) passou a vida praticando o bem. Quantos, que vestem a toga de religiosos e se tornam perseguidores tal qual inquisidores ferozes, são capazes de doar a vida pelo irmão? 
     Deixando a questão da pacificidade entre espíritas e alguns corajosos e benevolentes católicos, que felizmente aqui existem, passamos para a figura no mínimo emblemática (não publicada aqui por falta de autorização) de uma cerimônia evangélica em templo católico. É do conhecimento geral o posicionamento das igrejas evangélicas a respeito do culto às imagens. Contudo, evangelizar pareceu ser mais importante do que esta discordância entre catolicismo e protestantismo e o que vemos é o retrato surreal de indivíduos conhecidamente evangélicos pregando e ao fundo vemos pendurado à parede um quadro com a imagem de São Jorge.     
    E, como escreveu o sábio Padre Zezinho na sua Canção Ecumênica: “Que todos nós que acreditamos em Deus saibamos viver em paz e dialogar. Que todos nós que cremos que Deus é pai saibamos nos respeitar e nos abraçar...”